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Resgatando a conexão com o outro

  • mberaldop
  • 3 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

A desconexão é a doença do século. Embora digamos que estamos "conectados" nas redes, vivemos desconectados uns dos outros. Perdemos o contato com o outro, com essa dimensão fundamental que nos constitui: o ser humano é um estar junto. É um ser precário e um estar junto. Cada ser humano é uma experiência única do universo, intransponível.


Como podemos resgatar o olhar para o outro? Como resgatar o outro? Resposta: por meio do corpo-ternura. Preciso ser o outro para entendê-lo, vivê-lo no meu corpo. Ressoar com ele. O que ele ouve? Qual o gosto das suas palavras? Suas palavras têm gosto? Tem cor? Qual o tom? O corpo do outro geme, faz sons. Qual o sabor do outro? Captamos isso por meio da sensibilidade, do amor, do contato. É preciso amar com tesão. O tesão é um trocadilho do corpo. Nós desenhamos com o corpo. O corpo faz caretas. Os corpos das pessoas são desenhos, são setas. O corpo sorri, tem espasmos. Posso perguntar ao outro: “com o que você gargalha?”. É preciso permitir que a cor, o tom, a forma do outro me afetem.


O segredo, então, é o corpo-ternura. O corpo é um instrumento, ele afina e desafina. Sintamos mais o outro. Cada ser humano é como uma planta: seu ser busca sempre se manifestar. O que você vê quando ouve alguém? Qual a carga elétrica dessa interação?


Conectemo-nos!

 
 
 

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